quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Enfim, Fim de Mais Um Ano.



Sabe quando o coração fica inquieto? Quando os olhos não sabem o que mirar? Quando os pés não conseguem decifrar o caminho a seguir?


Pois, essa inquietação, creio eu, atormente a todos nós em diferentes épocas de nossas vidas. Não queria ter as respostas para os inúmeros questionamentos que tenho, mas ao menos, gostaria de saber que estou no caminho certo. Que estou confiando nas pessoas certas, pessoas essas que sem saber tem em mãos uma grande responsabilidade, um fardo que carregamos e que no decorrer da vida dividimos com aqueles que nos acompanham nessa jornada da vida. Fardo esse que fica quando partilhamos, mas que em contrapartida posso nos apresentar o lado mais obscuro da alma humana. Aquilo que chamamos de felicidade. Quando os que confiamos esse norte que guia nossa existência nos traem, nos abandonam no meio do caminho e já estávamos até acostumados a não carregar aquela parcela, sempre se torna mais pesado.


Os pensamentos são conturbados e por um breve momento de nossa vida, que parecem eternos, nos entregamos ao nada e paramos no tempo, esperando que passe e que nosso eixo principal se realinhe para que possamos mais uma vez seguir caminho.


Tentamos fechar um ciclo com a chegada de um novo ano. “Sábio foi aquele que fatiou a vida em anos...” Pois  ao passar de apenas mais um dia, esperanças são renovadas, sonhos são criado e planos são traçados. A sensação é de que tudo será melhor, de que será diferente e que as coisas que não conseguimos realizar no ano passado serão concretizadas no novo ano que se anuncia. Épocas de confraternizações. Mas confraternizar o que? Aquilo que ao longo do ano não o fizemos e que em apenas um dia iremos reparar.

Por um longo tempo achei tudo isso inútil, que as pessoas não conseguiam enxergar a realidade a sua frente. Era apenas mais um dia! Hoje percebo que o que parece sem o menor sentido, faz toda diferença em nossas vidas! E por que não pular as 7 ondas... Vestir branco... Comprar roupa nova... Tudo é válido quando nos faz acreditar no melhor que a vida pode nos oferecer


 Reflexões de final de ano!


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ser Esperançoso é Mais Importante do Que Ser Inteligente.


Eu vou conseguir...

 

Pesquisa diz que mais que ter boas notas no colégio, é importante ter esperança .

A esperança é a última que morre.


Esqueça as altas notas do colégio. Um estudo feito pelo psicólogo Alex Wood, da Universidade de Manchester, Inglaterra, revelou um fator ainda mais importante do que a personalidade e a inteligência quando o quesito é alcançar o sucesso: ter esperança.

Um grupo de 129 pessoas, sendo 52 homens e 77 mulheres, participou da pesquisa. Foram medidos neles traços de esperança, inteligência, fatores da personalidade, bem como o desempenho e notas de cada um antes e durante a faculdade.

O estudo concluiu que os mais esperançosos se davam melhor no ensino superior do que os mais inteligentes e os que possuíam maior nota no colégio. Ou seja, a solução é pensar positivo. 

Sendo assim, esperança é uma coisa que nunca me falta!


Fonte: Revista Galileu

sábado, 10 de dezembro de 2011

Ninguém = Ninguém


Já postei aqui meu apreço e admiração pelas canções de Humberto Gessing, e umas das minhas preferidas é a música: Ninguém = Ninguém, do álbum Gessinger, Licks & Maltz lançado em 1992. Para gostar de algo acredito que devemos ir mais a fundo, buscar sua origem e influências, com isso damos sentido e agregamos valor as coisas. Nesse contexto que se encaixa aquela frase: “ Assim como são as coisas são as pessoas...”. Pois para gostar de alguém, passada a fase de empatia imediata, temos que conhecê-la.

Enfim, pesquisando descobri que essa música teve influência em um livro  do escritor Britânico George Orwell , A Revolução dos Bichos, especificamente em um texto do próprio que diz: "todos os animais são iguais, mas alguns animais são mais iguais que os outros", inspirando o refrão da letra.

O livro narra uma história de corrupção e traição e recorre a figuras de animais para retratar as fraquezas humanas e demolir o "paraíso comunista" proposto pela Rússia na época de Stalin. Para o autor, um social-democrata e membro do Partido Trabalhista Independente por muitos anos, a obra é uma sátira à política stalinista que, segundo sua ótica, teria traído os princípios da revolução russa de 1917.

Para quem gosta desse tipo de literatura, segue o link para o ebook do livro:


Um pequeno resumo para incitar a curiosidade:



"Sentindo chegar sua hora, Major, um velho porco, reúne os animais da fazenda para compartilhar de um sonho: serem governados por eles próprios, os animais, sem a submissão e exploração do homem. Ensinou-lhes uma antiga canção, Animais da Inglaterra (Beasts of England), que resume a filosofia do Animalismo, exaltando a igualdade entre eles e os tempos prósperos que estavam por vir, deixando os demais animais extasiados com as possibilidades.

O velho Major faleceu três dias depois, tomando a frente os astutos e jovens porcos Bola-de-Neve e Napoleão, que passaram a se reunir clandestinamente a fim de traçar as estratégias da revolução. Certo dia Sr. Jones, então proprietário da fazenda, se descuidou na alimentação dos animais, fato este que se tornou o estopim para aqueles bichos. Deu-se a Revolução.
Sob o comando dos inteligentes e letrados porcos, os animais passaram a chamar a Fazenda dos Bichos, e aprenderam os Sete Mandamentos, que, a princípio, ganhava a seguinte forma:

1. Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo.
2. Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo.
3. Nenhum animal usará roupas.
4. Nenhum animal dormirá em cama.
5. Nenhum animal beberá álcool.
6. Nenhum animal matará outro animal.
7. Todos os animais são iguais.

Para os animais menos inteligentes, os porcos resumiram os mandamentos apenas na máxima "Quatro pernas bom, duas pernas ruim" que passou a ser repetido constantemente pelas ovelhas. Após a primeira invasão dos humanos, na tentativa frustrada de retomar a fazenda, Bola-de-Neve luta bravamente, dedica todo o seu tempo ao aprimoramento da fazenda e da qualidade de vida de todos, mas, mesmo assim, Napoleão o expulsa do território, alegando sérias acusações contra o antigo companheiro. Acusações estas que se prolongam por toda história, mesmo após o desaparecimento de Bola-de-Neve, na tentativa de encobrir algo ou mesmo ter alguma explicação para os animais para catástrofes, criando-se um mito em torno do porco que, a partir daí, é considerado um traidor.

Napoleão se apossa da idéia de Bola-de-Neve de construir um moinho de vento para a geração de energia, mesmo havendo feito duras críticas à imaginação do companheiro, e inicia a sua construção. Algum tempo depois, os porcos começam a negociar com os agricultores da região, recusando a existência de uma resolução de não contactar com os humanos, apontando essa idéia como mais uma invenção de Bola-de-Neve. Os porcos passam ainda a viver na antiga casa de Sr. Jones e começam a modificar os mandamentos que estavam na porta do celeiro:

4. Nenhum animal dormirá em cama com lençóis.
5. Nenhum animal beberá álcool em excesso.
6. Nenhum animal matará outro animal sem motivo.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

O hino da Revolução é banido, já que a sociedade ideal descrita, segundo Napoleão já teria sido atingida sob o seu comando. Napoleão é declarado líder por unanimidade. As condições de trabalho se degradam, os animais recebem novo ataque humano e já não se lembram se na época em que estavam submissos ao Sr. Jones era mesmo pior, mas lembravam-se da liberdade proclamada, e eram sempre lembrados por sábios discursos suínos, principalmente os proferidos por Garganta, um porco com especial capacidade persuasiva. Napoleão, os outros porcos e os agricultores da vizinhança celebram, em conjunto, a produtividade da Quinta dos Animais. Os outros animais trabalham arduamente em troca de míseras rações. O que se assiste é um arremedo grotesco da sociedade humana.

O slogan das ovelhas fora modificado ligeiramente, “Quatro pernas bom, duas pernas melhor!”, pois agora os porcos andavam sobre as duas patas traseiras. No final, os animais, ao olhar para dentro de casa, já não conseguem distinguir os porcos dos homens. "

Fonte: Wikipédia

terça-feira, 22 de novembro de 2011

O Que Se Vê...



Nem tudo é o que parece ser, mas às vezes, algo que está bem na nossa frente é a tradução fiel daquilo que realmente é. Deixar levar-se pela as aparências das coisas deve ser evitado, mas não quer dizer que as pessoas e situações não sejam também o que demonstram ser. É a tradução daquele famoso ditado popular: Pior cego é aquele que não quer enxergar.

É difícil ter clareza em nosso olhar, pois somos constantemente influenciados por nossas emoções e somos meio que empurrados a perceber apenas aquilo que nos agrada, aquilo que realmente queremos que aconteça. Assim também acontece com as pessoas. Já dizia um comercial antigo na televisão do qual não me recordo o produto agora, mas a mensagem sempre ficou em minha memória, não pelo impacto das palavras que só dizem aquilo que lá fundo já sabemos, mas que ao associarem-se com imagens me fez guardar-la em mim: Apaixonamos-nos não pela pessoa real que está ao nosso lado, mas sim por uma projeção que criamos dela, projeção essa que reflete tudo aquilo que queremos ter em outra pessoa. E quando essa ilusão é invadida pela realidade nos decepcionamos. Não que seja culpa da outra pessoa, e nem tão pouco culpa nossa, ninguém nos ensinou a habilitar nossos olhos e coração a enxergar apenas as coisas como elas são.  Assim também acontece com nossa idealização de vida, previsão de fututo, seja próximo ou não. Não quero dizer aqui que não devemos sonhar, longe disso, sonhar é meio caminho andado para realidade. Mas às vezes, a realidade assusta um pouco quando não vemos por ângulos externos nossa vida. Isso leva tempo e só vem com a sabedoria que os anos nos dão de presente.

Mesmo assim, acredito no amor e em toda a magia que ele traz para nossas vidas. Querendo ou não, esse sentimento influência no dia a dia e nas outras esferas do nosso cotidiano. Lidar com isso demanda uma habilidade que a experiência proporciona. Então, tudo na vida é válido e aproveitável. Tudo deve ser tomado como lição para que os erros futuros sejam evitados, bom também é aprender com os erros de outrem, já que não teremos  tempo todo para cometer todos.

            Portanto, não adivinhamos nada, pressupomos algumas coisas e o restante apenas vivendo pra saber. Essa linha de pensamento não deve ser ligada apenas à relacionamentos amorosos, pode remeter a nossa postura perante os desafios da vida, na busca de nossos objetivos. As coisas mudam e assim como são as coisas são as pessoas! Rsrsrsr... Que tenhamos sempre um olhar renovado sobre tudo aquilo que nos rodeia e que aprendamos a sempre enxergar o melhor caminho a seguir mesmo se a estrada estiver nebulosa.

“ A única coisa da qual devemos ter medo é do próprio medo. ”
Roosevelt

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Para Viver Um Grande Amor!


Galera,

Segeu um belíssimo texto de Vinícius de Moraes. Todos nós precisamos de um toque de romantismo na vida, e nada melhor do que mergulhar na poesia do consagrado poeta brasileiro que admiro desde de muito tempo.





 Para Viver Um Grande Amor

Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, mister é ser um homem de uma só mulher; pois ser de muitas, poxa! é de colher... — não tem nenhum valor.

Para viver um grande amor, primeiro é preciso sagrar-se cavalheiro e ser de sua dama por inteiro — seja lá como for. Há que fazer do corpo uma morada onde clausure-se a mulher amada e postar-se de fora com uma espada — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor, vos digo, é preciso atenção como o "velho amigo", que porque é só vos quer sempre consigo para iludir o grande amor. É preciso muitíssimo cuidado com quem quer que não esteja apaixonado, pois quem não está, está sempre preparado pra chatear o grande amor.

Para viver um amor, na realidade, há que compenetrar-se da verdade de que não existe amor sem fidelidade — para viver um grande amor. Pois quem trai seu amor por vanidade é um desconhecedor da liberdade, dessa imensa, indizível liberdade que traz um só amor.

Para viver um grande amor, il faut além de fiel, ser bem conhecedor de arte culinária e de judô — para viver um grande amor.

Para viver um grande amor perfeito, não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito — peito de remador. É preciso olhar sempre a bem-amada como a sua primeira namorada e sua viúva também, amortalhada no seu finado amor.

É muito necessário ter em vista um crédito de rosas no florista — muito mais, muito mais que na modista! — para aprazer ao grande amor. Pois do que o grande amor quer saber mesmo, é de amor, é de amor, de amor a esmo; depois, um tutuzinho com torresmo conta ponto a favor...

Conta ponto saber fazer coisinhas: ovos mexidos, camarões, sopinhas, molhos, strogonoffs — comidinhas para depois do amor. E o que há de melhor que ir pra cozinha e preparar com amor uma galinha com uma rica e gostosa farofinha, para o seu grande amor?

Para viver um grande amor é muito, muito importante viver sempre junto e até ser, se possível, um só defunto — pra não morrer de dor. É preciso um cuidado permanente não só com o corpo mas também com a mente, pois qualquer "baixo" seu, a amada sente — e esfria um pouco o amor. Há que ser bem cortês sem cortesia; doce e conciliador sem covardia; saber ganhar dinheiro com poesia — para viver um grande amor.

É preciso saber tomar uísque (com o mau bebedor nunca se arrisque!) e ser impermeável ao diz-que-diz-que — que não quer nada com o amor.

Mas tudo isso não adianta nada, se nesta selva oscura e desvairada não se souber achar a bem-amada — para viver um grande amor.


Para finalizar o momento: Estou apaixonada. =D Um outro poema dele.

Como Dizia o Poeta



Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Nao há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer

Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Mona Lisa era Banguela


Muito já se falou sobre o misterioso sorriso da Mona Lisa, mas, se o pessoal da Escola de Odontologia da Universidade de Georgetown (EUA) estiver certo, parece que a moça da obra de Leonardo Da Vinci não tinha muitos motivos para sorrir.

“Acreditamos que a Mona Lisa não está sorrindo; ela tem a expressão comum a pessoas que perderam os dentes da frente“, aponta o estudo.

Segundo os pesquisadores, quem olha com cuidado percebe uma cicatriz na região dos lábios da moça, que, eles acreditam, teria sido causada por um golpe violento na boca. “A marca abaixo do lábio inferior é similar à criada quando, como resultado do uso de força bruta, as bordas incisais dos dentes causam feridas penetrantes no rosto”.

Vítima de violência doméstica, talvez? Pobre Mona Lisa.
(Quer averiguar por si mesmo? Dá uma olhada nessa versão gigante do quadro.)


Fonte: Revista Superinteressante