Mesmo ainda acreditando que o
Natal não passa de uma mera data que representa troca de mercadorias, e que
perdeu todo o seu sentido cristão ao longo do tempo, e nem mesmo sendo cristã,
ainda passo para desejar um Feliz Natal aos que acreditam na representatividade
religiosa da mesma. E aos que não, um Feliz Natal mesmo assim. :D
Acho uma grande hipocrisia transformar o suposto
nascimento de um líder religioso em objeto de barganha do sistema capitalista
para aquecer o mercado econômico e incentivar o consumo desenfreado, e ainda
por cima americanizar o negócio todo colocando um velhinho distribuindo
presentes por aí! Com neve, pinheiro, trenó e tudo aquilo que não condiz em
nada com a realidade do resto do mundo, inclusive o nosso. Ainda assim, consigo
enxergar algo de bom nisso tudo, reunir a família e amigos na ceia, por
exemplo, é a única delas. Por que fazer campanha de alimentos para quem tem
fome ou de agasalhos para quem tem frio apenas em época de Natal, de nada ameniza
a situação, apenas faz com que você se sinta melhor consigo mesmo e com o mundo
achando que despendeu um precioso tempo de sua vidinha ocupado para ajudar os
necessitados. Bem, fico imensamente
triste em avisar que fome e frio as pessoas passam todos os dias do ano, mas se
isso faz com que algumas dessas almas caridosas achem que estão arrendando seu
pedaço de céu... Cada um vive a ilusão que quer!
E mais uma vez, Feliz Natal a
todos àqueles que empenharam seus décimos terceiros em dívidas pelo resto do
próximo ano com presentes inúteis, decorações natalinas ridículas e todo
aqueles espírito natalino das propagandas de Coca-Cola.
Até admiro as pessoas de fé, mas
acreditar em fim do mundo? Aí já é demais para minha tolerância.
Como diz meu sábio avô: “O mundo
se acaba prá quem morre!”.
Sei da riqueza da cultura maia e
suas contribuições para evolução do conhecimento ao longo dos séculos, mas é
cada coisa que as pessoas interpretam de acordo com suas alucinações ociosas
que chega a ser engraçado. Não detenho tanto conhecimento assim da cultura, mas
o pouco que tenho não me convenceu em um fim dos tempos assim de uma hora para
outra. Eles apenas descrevem o fechamento de um ciclo para o início de outro,
assim como fazemos com o Ano Novo.
Já não basta tanta mazela pelo méi
do mundo, esse povo fica assustando as pessoas mais simples que realmente temem
o fim da vida na terra. E pior, incitam àqueles safados que usam a religião
para arrancar dinheiro dos mais humildes vendendo a salvação engarrafada e
receitada a tomar duas vezes por dia.
Cada um pode marcar seu próprio
fim do mundo, de inúmeras maneiras. A melhor delas é quando decidimos por fim a
tudo aquilo que não nos agrega nenhum valor relevante e passamos, daquele dia em
diante, a viver de uma forma melhor de tudo aquilo que já fizemos até agora. Isso
sim é espetacular e surreal, poder renovar nossa própria vida, basta querer.
Sair de um emprego estável e ir
tentar salvar a mata atlântica... Sair
do conforto da sua casa e apenas com uma mochila nas costas sair pelo mundo... Ou
apenas, deixar de fumar, quem sabe? Enfim, coisas simples ou grandiosas que de
alguma maneira podem modificar sua vida de forma bem significativa. A questão é
que na prática a teoria é bem diferente. :D
Sentir que perdemos algo é a
mesma coisa de dizer que detínhamos a posse desse tal algo.
Posse. Possessividade Ter em meu
poder. Meu.
♪ ♫ Eu só aceito a condição de ter você só pra mim... ♪ ♫
Por que queremos sempre reivindicar
autoridade sobre tudo?
Se praticássemos o desapego evitaríamos
tanto mal estar. Tantas desilusões. Não podemos ser donos das pessoas, e muitas
vezes, nem mesmo das coisas. Pois assim como as pessoas, o que é material um
dia se vai também. E pode acreditar, tem gente por aí que sente mais dor quando
perde algum objeto do que qualquer pessoa no mundo.
Mas, penso que perder as coisas
abstratas são bem piores. Essas machucam bem mais, chegam a transformarem-se em
dor física.
Deveria ser fácil conviver com
tudo sem criar laços de posse. Mas isso não deve ser humanamente possível. Só
se realmente não tivermos o mínimo interesse. Quando realmente gostamos, quando
aquilo nos faz bem, é normal querer colocá-los num lugarzinho surreal chamado
sempre.
Com relação às pessoas, não
podemos dizer que somos dono, apenas que por certo período de tempo foi compartilhado
um pouco da nossa existência. Essa é a palavra certa, compartilhar! Não
entregamos nada e nem ganhamos também, apenas há uma intersecção entre esse
conjunto de casos e fatos que formam a vida de cada um.
Ter medo de perder deve ser em
função do quão bom é o hoje e quão seria no amanhã.
O Ministério Público Federal ordenou que o banco
central retirasse a frase “Deus Seja Louvado” das cédulas de dinheiro. Isso
gerou polêmica, para variar, entre os religiosos cristãos.
É esse tipo de notícia que me faz pensar o quão
desocupado são os poderes de nosso país. Tanta coisa mais importante pra
consertar e vão ocupar logo o judiciário, a tartaruga paralítica que leva séculos
para julgar assuntos do tipo mensalão, para retirar uma frase que afirmo com
toda certeza um terço das pessoas nunca repararam sequer que existia. Eu sou um
exemplo real disso, quando li a reportagem tratei logo de pegar uma notinha
daquelas com cara de final de mês (solitária) e dá uma olhada pra realmente
verificar que tinha lá uma danada de uma frase.
Brincadeira mesmo, o Ministério Público Federal preocupado que esses dizeres minúsculos vão ferir o direito das minorias. E o direito da maioria que vive sendo ferido? É de lascar uma coisa dessas.
Minha gente, o que importa mesmo são os números que são
em letras garrafais na nota. Aquilo é o que chama atenção. Uma frase em tamanho
cinco num canto daquele papel moeda num vai nem vém no jogo do bicho. É só acessório,
enfeite. O argumento do MPF é de que o Estado é laico, particularmente nem
sabia o que danado queria dizer isso, mas óbvio fui ao nosso bom e velho Google
e estava lá a definição: Ausência de
envolvimento religioso em assuntos governamentais.
Bem, iaí? Envolvimento religioso? Já viu alguma notinha
dessas num altar pregando a Bíblia? Eu pelo menos não. A frase é algo
subjetivo, veja como se o “Deus” ao qual se refere seja algo que você goste. Que
realmente tenha admiração... Sua mãe por exemplo. Ou até mesmo o Justin Bieber.
Não é por que li “Deus Seja Louvado” que vou sair louvando “Deus”” pelos cantos...
Não é por que leio em Outdoors na beira de estradas “Beba Coca-Cola” que vou
sair por aí feito doida entornando garrafas e mais garrafas.
Essa confusão toda me faz pensar o seguinte, se o
Estado não pode fazer referência à religião, então por que nosso calendário ta cheio
de feriados religiosos? Pois é minha gente, você que por acaso achou acertada a
ação do MPF, iria manter a mesma opinião se fossem retirado o feriado de
carnaval, por exemplo? Não sou religiosa. Mas não iria gostar de perder meus
feriados, trabalho de segunda a sexta e estudo também, eles são esperados a
cada mês, dá uma dor no coração quando um deles cai no final de semana,
religioso ou não, deixa como ta! Isso não afeta a vida de ninguém. Esse povo
que propôs essa mudança nas cédulas tão precisando é de uma lavagem de roupa
pra se ocupar.
Enfim, essa polêmica toda é altamente desnecessária,
pífia. Vão onerar os cofres públicos para retirar a moeda de circulação por
causa de umas poucas letras colocada lá por alguma alma bondosa que achou de
alguma maneira, que aquilo ia ajudar de sei lá de que forma a pessoa que
detivesse aquele papel.
PS: Sei muito bem como é isso... Todas as noites, pós aula, fico tentando buscar concentração para ter uma tranquila noite de sono, limpar a mente de uma tempestade, ou melhor, Furacão Sandy (Já que tá na moda mesmo. Rsrs...) de pensamentos aleatórios que permeiam minha mente. Mas o plano nunca dá certo. Quanto mais penso em não pensar, mais pensamentos eu tenho. Enfim, Penso, logo não durmo...
“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como
descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de
refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido
meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham,
às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de
simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus
impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar
e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me
uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu
perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma
alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a
forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”
Desde que me entendo por gente, e isso já faz um
tempinho, assisto, leio ou ouço falar desses conflitos que assolam países do
oriente médio. Na real, nunca entendi muito bem o porquê de tudo isso e o onde.
Tanta informação parcelada na mídia, que parecia ser tudo envolto apenas entre
o Iraque e Osama.
Em razão disso, decidi compartilhar informações
desses conflitos nos países mais afetados.
Depois da II Guerra Mundial, a ONU adotou a
Declaração Universal dos Direitos Humanos, que colocava em pauta o “respeito
universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para
todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião”. O
ideal foi reforçado em 1999, ano em que líderes budistas, protestantes,
católicos, cristãos ortodoxos, judeus, muçulmanos e de várias outras religiões
se reuniram para assinar o Apelo Espiritual de Genebra.
O documento pedia aos líderes políticos e religiosos algo simples: a garantia
de que a religião não fosse mais usada para justificar a violência.
Passados muitos anos e outras muitas tentativas
de garantir a liberdade religiosa, grande parte dos conflitos que hoje
acontecem no mundo ainda envolve crenças e doutrinas, que se misturam a uma
complexa rede de fatores políticos, econômicos, raciais e étnicos.
1. Afeganistão
Grupos em conflito:
fundamentalistas radicais muçulmanos e não-muçulmanos
O Afeganistão é um campo de batalhas desde a
época em que Alexandre, o Grande, passava por lá, em meados de 300 a.C. Atualmente, dois
grupos disputam o poder no país, em um conflito que se desenrola há anos. De um
lado está o Talibã, movimento fundamentalista islâmico que governou o país
entre 1996 e 2001. Do outro lado está a Aliança do Norte, organização
político-militar que une diversos grupos demográficos afegãos que buscam
combater o Regime Talibã.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, a Aliança do Norte
passou a receber o apoio dos Estados Unidos, que invadiram o Afeganistão em
busca do líder do Al-Qaeda, Osama Bin Laden, estabelecendo uma nova república
no país. Em 2011, americanos e aliados comemoraram a captura e morte do líder
do grupo fundamentalista islâmico responsável pelo ataque às Torres Gêmeas, mas
isso não acalmou os conflitos internos no país, que continua sendo palco de
constantes ataques talibãs.
2. Nigéria
Gupos em conflito: cristãos e
muçulmanos
Não é apenas o rio Níger que divide o país
africano: a população nigeriana, de aproximadamente 148 milhões de habitantes,
está distribuída em mais de 250 grupos étnicos, que ocuparam diferentes porções
do país ao longo dos anos, motivando constantes disputas territoriais.
Divididos espacialmente e ideologicamente estão também os muçulmanos, que vivem
no norte da Nigéria, e cristãos, que habitam as porções centro e sul. Desde
2002, conflitos religiosos têm se acirrado no país, motivados principalmente
pela adoção da sharia, lei islâmica, como principal fonte de
legislação nos estados do norte. A violência
no país já matou mais de 10 mil pessoas e deixou milhares de refugiados.
3. Iraque
Grupos em conflito: xiitas e
sunitas
Diferentes milícias, combatentes e motivações se
misturam no conflito que tem lugar em território iraquiano. Durante os anos de
2006 e 2008, a
Guerra do Iraque incluía conflitos armados contra a presença do exército dos
Estados Unidos e também violências voltadas aos grupos étnicos do país. Mas a
retirada das tropas norte-americanas, em dezembro de 2011, não cessou a tensão
interna. Desde então, grupos militantes têm liderado uma série de ataques à
maioria xiita do país. O governo iraquiano estima que, entre 2004 e 2011, cerca de 70 mil pessoas tenham sido mortas.
4. Israel
Grupos em conflito: judeus e
mulçumanos
Em 1947, a ONU aprovou a divisão da Palestina em
um Estado judeu e outro árabe. Um ano depois, Israel foi proclamado país. A
oposição entre as nações árabes estourou uma guerra, que, com o crescimento do
território de Israel, deixou os palestinos sem Estado. Como tentativa de dar
fim à tensão, foi assinado em 1993 o Acordo de Oslo, que deu início às
negociações para criação de um futuro Estado Palestino. Tudo ia bem até chegar
a hora de negociar sobre a situação da Cisjordânia e da parte oriental de
Jerusalém – das quais nem os palestinos nem os israelenses abrem mão.
Na Palestina, as eleições parlamentares de 2006
colocaram no poder o grupo fundamentalista islâmico Hamas. O grupo é
considerado uma organização terrorista pelas nações ocidentais e fracassou em
formar um governo ao lado do Fatah – partido que prega a reconciliação entre
palestinos e israelenses. O Hamas assumiu o poder da Faixa de Gaza. E o Fatah
chegou ao da Cisjordânia, em conflitos que se prolongaram até fevereiro de
2012, quando os dois grupos fecharam um acordo para a formação de um governo.
Mas segundo o site da Al Jazeera, rede de notícias do Oriente Médio, a rixa
continua. Eleições parlamentares e presidenciais serão conduzidas nos dois
territórios e a tensão internacional permanece pela possibilidade do Hamas
voltar a vencer no processo eleitoral.
5. Sudão
Grupos em conflito: muçulmanos e
não-muçulmanos
A guerra civil no Sudão já se prolonga há mais de
46 anos. Estima-se que os conflitos, que misturam motivações étnicas, raciais e
religiosas, já tenham deixado mais de 1 milhão de sudaneses refugiados. Em maio
de 2006 o governo e o principal grupo rebelde, o Movimento de Libertação do
Sudão, assinaram o Acordo de Paz de Darfur, que previa o desarmamento das
milícias árabes, chamadas janjawid, e visava dar fim à guerra. No
mesmo ano, no entanto, um novo grupo deu continuidade àquela que foi chamada de
“a pior crise humanitária do século” e considerada genocídio pelo então secretário de estado norte-americano
Colin Powell, em 2004
.
6. Tailândia
Grupos em conflito: budistas e
mulçumanos
Um movimento separatista provoca constantes e
violentos ataques no sul da Tailândia e criou uma atmosfera de suspeita e
tensão entre muçulmanos e budistas. Apesar dos conflitos atingirem os dois
grupos, eles representam parcelas bastante desiguais do país: segundo dados do
governo tailandês, quase 90% da população do país é budista e cerca de 10%
muçulmana.
7. Tibete
Grupos em conflito: Partido
Comunista da China e budistas
A regulação governamental aos monastérios
budistas teve início quando o Partido Comunista da China marchou rumo ao
Tibete, assumindo o controle do território e anexando-o como província, em
1950. Mais de meio século se passou desde a violenta invasão, que matou
milhares de tibetanos e causou a destruição de quase seis mil templos, mas a
perseguição religiosa permanece. Um protesto pacífico iniciado por monges em
2008 deu início a uma série de protestos no território considerado região autônoma da
República Popular da China.
Esses conflitos envolvem a vida de milhares de
pessoas inocentes que estão no meio do fogo cruzado por interesses econômicos,
onde usa a bandeira religiosa como escudo para essas atrocidades. Os que lutam
nessas guerras, que morrem, que matam, acreditam que estão lutando em tipo de
guerra santa, que estão defendendo suas crenças. Mas quem dá as ordens, e que
estão longe dos campos de batalha, tem interesses muito longínquos. Enquanto
houver intolerância e manipulação das pessoas em alguma doutrina cega e sem
fundamentos humanísticos, sempre haverá esse tipo de conflito onde os beneficiários
são sempre uma pequena parcela da população, enquanto tem toda uma sociedade
morrendo, sem comida, sem moradia, sem dignidade.
Trecho da música de Legião Urbana: A canção do Senhor da Guerra. Descreve bem tudo isso!
“ Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...
Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação... “