No balanço de uma rede a gente sente o coração balançar. O
balanço faz no vento movimento, e o frescor deixa o corpo viajar.
Acaba por ludibriar os pensamentos e a alma deixa o escopo e
vai simbora passear.
É nessas horas que o racional evapora, os sentimentos
afloram e as lágrimas vêm ao rosto encharcar.
Não é de tristeza não senhor! Bem até que eu tô. Mas chega
uma hora que o peito fica apertado, e o que não cabe mais no baú do coração,
usa as portas da alma para externar aquilo que não há mais como guardar com
emoção.
Sei que essas rimas todas não são tradução fiel dos
sentimentos guardados no peito. E mesmo assim, procurando sujeito e predicado,
um arrudêio desgramado, só pra aliviar do seio, um tantinho assim da saudade,
daquilo que já foi e dos outros que ainda nem veio.
Não preciso aqui de concordância entre verbo ou substantivo,
nem ao menos seguir a tal da regra gramatical. Mesmo com opiniões contrárias,
mas querendo enriquecer a prosa com expressões nossas, posso usar uma tal de
licença literária.
Aproveitando o embalo, pra nós que é daqui desse lado de cá, segue a forma correta de como se deitar, naquela que os índios usavam e que até hoje a gente usa até pra rimar.
Modo correto para dormir de rede.
PS: Procurei a forma correta de DUAS pessoas dormirem de rede, mas não encontrei. Isso a gente vai treinando até encontrar o encaixe perfeito.
PS2: Pelas caridades, não confunda "Veia" com "Véia". Rsrsrsr...
Ando um tanto sem tempo para
postar alguma coisa. Não é que esteja assim tão atarefada, ou que tenha
ocorrido alguma mudança na minha rotina. Pelo contrário, acho que até estou com
bastante tempo livre, a diferença é que estou tentando aproveita-lo da melhor
maneira possível.
É tudo tão rápido e ao mesmo
tempo, há coisas que demoram a acontecer. Tanto planos, sonhos... Tudo tão
projetado para o futuro, para o amanhã, que por muitas vezes esquecemos-nos de
dar a devida atenção ao hoje, ao agora! Sabemos
disso, é claro. Não estou aqui narrando
nenhuma novidade, mas, será que fazemos esse tipo de reflexão com a frequência necessária
para que isso seja parte nós? Do nosso dia? Não sei vocês, mas quando começo a
reclamar muito que não chego ao topo da montanha, lembro que o importante mesmo
é a escalada.
Bem, tudo ao seu tempo. Já pensou
se conseguíssemos tudo tão rápido quanto gostaríamos? E depois? O que viria?
Vivemos de um modo que sempre queremos algo mais, aquilo que ainda não
temos...É sempre assim! Após um ótimo almoço e uma conversa distraída sobre a
taxa de suicídios nos países desenvolvidos, parei para pensar nisso.
Tudo bem que isso não é uma forma
de transferir a culpa de nossas frustrações pessoais e financeiras, um meio de
dizer que “Há, prefiro passar anos trabalhando duro para alcançar a sucesso
porque é mais interessante do que conseguir assim do dia pra noite. Damos mais valor
assim.” Pode até ter sua parcela de razão, mas que eu, particularmente, ia
adorar essa coisa de “da noite para o dia”, ia mesmo! :D
Enquanto isso, na sala da
justiça, estamos postados sob a mesa de planejamento revendo o plano e
ajustando às intempéries do ambiente externo.
Essa coisa de tempo é muito
relativo. Nossa noção de passagem de tempo depende única e exclusividade da movimentação
que ocorre ao nosso redor. Um mês parece um ano quando a saudade aperta nosso
coraçãozinho apaixonado, mas um final de semana na praia em boa companhia ao se
balançar numa rede parece que passam em apenas um piscar de olhos.
Então, continuamos seguindo o
combinado. Cedo ou tarde as coisas acabam acontecendo. Se não lutarmos para ter o futuro que
queremos, vamos ter que aceitar o futuro que vier.
Segundo o dicionário,
quer dizer: Fazer chegar a estado de amadurecimento, aprimoramento;
aperfeiçoar, aprimorar. Fazer chegar a um estado de evolução comparável à
madureza dos frutos.
É óbvio que isso demandaria tempo...
Experiência... E tanto outros aspectos que devemos superar para enfim, dizer
que se está maduro. Está pronto. Mas, pronto para quê mesmo? Para enfrentar as
dificuldades da vida? E isso já não havia sido feito no caminho que levou até o
tal amadurecimento? Teríamos que viver séculos para cometer todos os erros,
aprender com cada decepção.
Então posso concluir que nunca haverá
alguém inteiramente evoluído, em um estado de perfeito equilíbrio psíquico que
transborde ao seu comportamento na vida cotidiano. Deve ser isso que os monges
Tibetanos buscam com suas meditações no alto de montanhas isoladas do mundo em
seus pequenos universos. Mas esperem um pouco, se a linha de pensamento não me
falha agora, isso iria de encontro com o conceito de que esse estado de
evolução só seria possível se, carregássemos uma bagagem repleta de
dificuldades superadas! O impasse sobre a única forma de amadurecer é relativo
ao que vivemos e as situações que passamos são uma peça fundamental para esse
tal amadurecimento, como esses monges alcançariam tal feito isolado de tudo
aquilo que iria, em tese, propiciar a evolução que é amadurecer?
Percepção. Não precisamos vivenciar
as coisas para só assim aprender com elas. Temos que treinar nossos sentidos
para tirar as lições necessárias à nossa vida, dos outros também.
Acredito que os fatores externos são
sim fundamentais para um crescimento pessoal, como ser humano. Mas não quer
dizer que temos que viver tudo para isso, não temos esse tempo todo assim
disponível. Tempo de vida não significa maturidade, não significa sabedoria. Há
pessoas que viveram longos anos e não tiveram nem um terço da experiência
daquele que com pouco tempo por essas terras viveu. Tudo bem que ninguém nasce
sabendo das coisas, mas digo que essa coisa de crescimento espiritual é muito
relativo. O modo como encaramos as coisas da vida. Os problemas, as soluções...
As alegrias, a dor... isso sim separa as criancinhas dos adultos. Idade não tem
nada a ver com isso. Conheço uns quarentões infantis, e uns de vinte e poucos
muito bem resolvidos. Não quer dizer que nesse pacote esteja as respostas para
todos os questionamentos do universo.
No fim, é encontrar o nosso jeito
particular de ser feliz, de estar bem... Mesmo quando o ambiente não estiver
propício a isso. Não se chega à maturidade quando se sabe o quer da vida,
quando se alcança os objetivos traçados... Isso vem no decorrer do caminho até
chegar lá. E que esse lá, não seja aquilo que eu quero... Que seja àquilo que
realmente será bom para mim.
"Há
três métodos para ganhar sabedoria:
Primeiro,
por reflexão, que é o mais nobre;
Segundo,
por imitação, que é o mais fácil;
E
terceiro, por experiências, que é o mais amargo."
A medida provisória para a reestruturação das companhias telefônicas
deve ser votada no Senado a partir do dia 7 de agosto. Desde o dia 23 de julho, está
em vigor a proibição da venda de linhas de telefonia celular e internet em 19
unidades federativas para a operadora TIM, em cinco para a Oi e em três para a
Claro, conforme determinação da Anatel.
Segundo o ministro das comunicações,
Paulo Bernardo, um dos fatores que resultaram na punição das empresas foi a
pane em alguns call centers. "Com isso, as reclamações foram dirigidas
[diretamente] à Anatel", disse. "O volume de ocorrências, que inclui
chamadas não contempladas ou que caem, ou mesmo dificuldades para a obtenção de
sinais, aumentou de tal maneira que a Anatel teve de mostrar de que lado
estava. Se estava do lado das empresas ou do consumidor."
Um tremendo absurdo e total falta
de respeito com o consumidor. Então quer dizer que se não houvesse ocorrido pane no
sistema de call centers as empresas de telefonia continuariam impunes e
fornecendo um serviço precário que não comportou a evolução de usuários de
telefonia. Logo no país que mais produz receita, já que temos mais celulares do que
gente hoje em dia.
Esse é o nosso problema mesmo,
não buscamos aquilo ao qual temos direito. O famoso “jeitinho brasileiro” que
acaba trazendo malefícios do que benefícios. Para quê perder tempo
reclamando... Procurando os meios legais para que nossos direitos sejam
preservados? Com isso, deixamos assim, esperando que alguém faça algo.
A questão é que os “alguéns” também estão esperando por outrem.
"Estamos tirando impostos
para a construção de redes de telecomunicações. Isso já tramitou dentro do
governo, ainda que não com a velocidade que poderia, até por termos de olhar a
situação fiscal e [os ministérios da] Fazenda e Planejamento terem de olhar a
questão orçamentária, para saber quanto custará e como ficará a retirada do
imposto", justificou o ministro.
É o tipo de coisa que eu não
consigo compreender. Como assim retirar impostos das empresas que ganham
milhões do nosso dinheiro? Já não basta sermos a 2° telefonia mais cara do mundo??? Devem
tirar impostos dos bolsos dos cidadãos que gastam 1/3 daquilo que compram para
que governantes fiquem viajando de jatinho pra Miami. E o pior, essas empresas
além de ter um amplo contingente de consumidores para seus produtos, ainda
encontram mão de obra barata. E o ministro ainda vem falar em padrão europeu? Só
se for durante a crise. Que ainda assim, é melhor do que aqui!
São inúmeros problemas com suas
respectivas soluções, a mais difícil é mudar o pensamento da massa. Ou melhor,
fazer com que pensem ao menos. Esse tipo de coisa não acontece só com a
telefonia, poderíamos fazer uma analogia com a política, educação e dentre
tantos fatores fundamentais para o crescimento de uma população e em
consequência, de um país.
Na cidade onde moro passou quase um
ano com um sinal fuleragem... Tínhamos que ficar em algum lugar alto para poder
manter uma conversa de no máximo 20 minutos. A logomarca da TIM deveria ser: “
TIM, você sem fronteiras... e sem sinal!” Hoje melhorou bastante, após meses de reclamações.
Um dia ou outro, acho que pra relembrar os velhos tempos o sinal surta, aí tenho
que ficar feito Gabriela em cima do telhado. Tá, bem menos assanhada e mais
limpinha claro.
Quem
diria... Quando menos se espera surge assim sem avisar e sem ser visto, certo
alguém pra ocupar aquele lugarzinho no coração que até certo tempo você achou
estar fechado pra um balanço onde as contas nunca batiam. Havia sempre sobras
ou escassez de algo que não conseguíamos decifrar o porquê.
Duvido um
pouco do acaso. Não quero andar por aí distraída achando que ele está me
protegendo, como diz certa canção. Mas não podemos controlar cada movimento,
cada palavra, e muito menos cada olhar. Não é a direção que aguça nossos
sentidos, são os pontos de chegada. A cor mais reluzente que a maioria não
consegue vê... Aqueles momentos quietos,
olho no olho.
Assim como
as pirâmides, nossa vida é construída tijolo a tijolo. Tentamos escolher o
melhor material, algumas vezes até dá certo, mas em outras temos que derrubar
algumas paredes para deixar portas. Criar passagens. Não entendo tanto assim de
construções, mas acredito que o alicerce seja o ponto chave da questão. Não se
pode manter de pé algo que não tem bases que o sustente. Por isso é o que
demanda mais tempo.
O amanhã
começa a ser construído a partir do hoje. Acho que encontrei a calma que
aguardei durante um longo tempo. Necessário, diga-se de passagem, mas mesmo
assim longo. Com aquela triste sensação de que ainda demoraria a chegar. Quem
não precisa de colo de vez em quando! Longe ou perto, é importante saber que se
tem.
♪ Só de me encontrar
no seu olhar,
Já muda tudo... ♫
Há momentos que precisamos mesmo é de
um choque de realidade, para nos fazer lembrar que de nada adianta fantasiar e
achar que tudo vai se resolver mais cedo ou mais tarde. Temos mesmo é que
arregaçar as mangas e ir à luta, nada vai vir de bandeja assim do nada. O
verdadeiro valor das coisas é o que temos de abrir mão para tê-las. E nessa
época de inflação e crise econômica na Europa, os preços tendem a subir cada
vez mais.
Tudo bem que bate certo desânimo
quando o plano não sai como o esperado. É um preço a se pagar quando
trabalhamos com altos níveis de incerteza. Dá vontade de virar a mesa e jogar
tudo pro alto mesmo, como sempre tenho comentado, desistir é sempre mais
cômodo. Mas do que adiantaria ficar
sentado esperando a vida passar? Bom
mesmo é continuar tentando e vê no que dá. Já parou pra pensar quantas vezes os
mais brilhantes pensadores não erraram até encontrar o jeito certo de se fazer?
Não vivemos de acasos, e sim de casos pensados. O diferencial é não desistir.
Enquanto o dia do acerto não chega,
vamos tentando encontrar os erros e correr atrás do prejuízo. Não fazer nada é
sempre à pior decisão a ser tomada.
Um pouco de besteirol:
“Às vezes dá vontade de desistir de
tudo... Aí eu lembro que não tenho nada! “ LOL
Há momentos que vejo a vida
emoldurada em um quadro de madeira antiga, bem na minha frente, e fico horas e
horas admirando e buscando certo entendimento dos fatos. O que vejo? Uma tarde
nublada, com nuvens carregadas esperando o momento certo para molhar a terra
seca que assim como nosso rosto, precisa ser regada de vez enquanto.
O importante não é apenas o
momento da chuva em si. Ela é só uma ferramenta para algo maior. As conseqüências
desses dias nublados e úmidos é a vida que se prolifera por todo o caminho, o
verde deitando por essas terras tão sem vida que ao tocar de uma gota d’água se
cobre de um verde tão intenso que nem se imagina a angústia de outrora.
Vivemos assim, esperando que a
chuva cai e em seguida, o sol surja trazendo aquele calor que só após um frio
gélido dessas tardes úmidas, sabemos o quanto é reconfortante e esperançoso.
No fim, os raios do sol sempre
vão iluminar as tardes nubladas, mas para que isso ocorra, precisamos de um
pouco de escuridão e incertezas.
Bom parar um pouco e refletir
sobre tudo, sempre tem uma razão de ser. Tentar ver nossa própria vida por um ângulo
diferente, com outros olhos, aquele olhar imparcial. Te dá perspectivas bem
interessante sobre tudo.
" Boas vindas aos recomeços. Agradecimentos às mudanças. E fé, para que eu possa usar de tudo quanto estiver ao meu dispor para chegar onde tanto almejo. "