quarta-feira, 1 de maio de 2013

[Des]Atualizando


Escrevo... Escrevo... Edito... Escrevo... Apago tudo!

Reescrevo... Escrevo... Não tá bom! Não era isso que eu queria que os outros entendessem.

Apago... Escrevo... Edito... Leio... Não dá pra postar isso!

Começo do branco... Já vai a dois parágrafos, Bom! Escrevo... Tá tudo desconexo.  Apago!

Qual o sentido disso mesmo? Leio... Releio... Tá ruim. Apago. Saiu do computador.

Bem, é mais ou menos assim. Tento escrever um texto legal, mas das duas uma: Ou estou autocrítica demais... Ou meus textos estão cada vez piores! Fico sempre com a segunda opção.

sexta-feira, 15 de março de 2013

Acreditar...



 Acredito que estamos vivendo num tipo de iluminismo do século XXI. Algo mais sutil e ao mesmo tempo escancarado. Vejo pessoas com mentes mais abertas, o número de ateus crescendo, e em contrapartida, religiosos fervorosos acreditando em milagres e expulsão de demônios. Percebo minha geração, aquela na qual convivo, mais em cima do muro - “Acredito em algo maior, mas não no Deus pregado pelas religiões”. Será a criação de um novo conceito sobre o divino e o real? Estamos criando um novo deus? Algo que não pode ser tocado e nem visto, mas que de alguma maneira interfere em nossas vidas.

Com os meios de comunicação alcançando a tudo e a todos, e o acesso a informação disponível para quem bem quiser consumi-lo, é mais fácil expressar nossas opiniões sobre tudo e todos para uma gama de pessoas. E isso é ótimo! Nunca entraremos num consenso, mas discutir enriquece pensamentos e pontos de vista. Acrescenta-nos algo. 

Ou seja, informação tem-se aos montes, o que nos falta é um bom filtro para absorver realmente algo relevante. Temos um modo único de criar nossas crenças, esperanças e objetivos. O que nos falta, falo isso de maneira generalizada, é bom senso para expor opinião e não querer impor ao outro aquilo em que acreditamos.

Circula na internet uma imagem que diz mais ou menos o seguinte: “Milhares de religiões espalhadas pelo mundo, mas apenas a sua é a verdadeira!”

O que acarreta tanta intolerância pelo mundo...


Uma forma um tanto agressiva de dizer uma verdade óbvia. Religião é algo bastante relativo, é uma forma de pensar, e temos um péssimo hábito de achar que aquilo em que acreditamos é a verdade absoluta. E se não for? Deveríamos sempre nos colocar nessa posição de dúvida. Não temos como ter certeza de nada, e para aqueles que acreditam em algo sem balbuciar, parabéns, isso se chama fé!

Como sempre duvido de tudo, não posso dizer que tenha fé. Mas vivendo num mar de questionamento que parecem não ter fim, quem sabe um dia não me torne uma religiosa fervorosa. Acho que a fé é uma forma cômoda de viver. É mais confortável achar que todo esse sofrimento da vida terrena um dia terá fim e virá à vida eterna adornado por anjos e pessoas de luz, do que imaginar que é isso aqui e acabou. Discordar cansa...  Acredito e ponto. E ponho fim a qualquer discussão, mesmo sem argumentos... Mesmo sem provas. Pessoas de fé devem viver mais tranquilas.

Mas, há sempre intenções obscuras tentando manipular essa dedicação de credibilidade extrema para seus interesses sórdidos e que nada tem a ver com pregações religiosas. Por isso, temos que de alguma maneira por em questão tudo. Pois quando acreditamos sem ter que provar nada, apenas acredito, fico a mercê daqueles que detém o poder de conduzir essas pessoas pela fé.

Pois dinheiro hoje em dia está muito fácil de ganhar. Canso de ver o quanto esses líderes religiosos enriquecem com o suor de uma multidão sedenta por tempos melhores, por seu pedaço de céu. O que eles querem agora é poder! Poder para conduzir opiniões, forçar suas convicções para uma quantidade maior de pessoas desacreditadas das próprias qualidades, e por isso, precisa transferir a responsabilidade por suas conquistas, derrotas, curas ou doenças para as mãos divinas de qualquer entidade que prometa aliviar os percalços vividos por todos nós ao longo da vida.

 Respeite às diferenças, seja ela qual for. As pessoas se juntam em torno de uma crença por motivações incomum. Desde que ninguém esteja sendo prejudicado, mesmo que nas maiores das vezes isso não aconteça, não temos o direito de querer mudá-las. Temos que organizar as coisas por dentro, e a exteriorização será natural. Para isso, muitas pessoas precisam de ajuda, é aí que entra o surreal, o divino, o inexplicável.

“Povos e indivíduos esqueceram as realidades interiores, as realidades viventes, e deixaram-se seduzir pelo erro fatal de que o dinheiro é o instrumento da felicidade.”


domingo, 17 de fevereiro de 2013

" = "



As roupas são iguais... 
O penteado...  
As poses nas fotos...
 O sorriso amarelo... 
As frases nas camisetas...

Seguindo um padrão ditado por alguém, em algum lugar. Todos seguem... Porque o diferente é feio, irregular...

Mesmice... Preocupam-se com a embalagem e esquece-se de preenchê-la com alguma coisa útil. Mas para quê? Se o que se vê é o que realmente importa. Somos obrigados a conviver com produtos pré-definidos, moldes... 

Não se ocupam em formar personalidade, mas sim, multiplicar o mercado de inutilidades e ostentação ilusória.

O interessante caiu em desuso. Coisa rara que não se esbarra em cada esquina, ou em algum encontro casual. Ao menos para aqueles que não se impressionam com a futilidade tão apreciada hoje em dia.

Ser diferente não é ser o oposto do outro, é ser o que somos sem precisar imitar a tendência.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Perder de Vista...



O horizonte parece tão inalcançável, olhá-lo nos dar certa sensação de impotência.  E se formos mesmo a sua busca, ele irá permanecer no mesmo lugar, lá longe. Não há como alcançá-lo, se fosse possível, deixaria de ser o que é e seria com isso outra coisa.

Mesmo assim, estaremos no lugar imaginário que outrora era sua habitação. Seu ponto de encontro entre céu e terra que se mantém sempre bem longe de nós. Não existe um final, um ponto de chegada, haverá sempre pontos de partidas para novas buscas, novos horizontes. E assim, vamos mudando de foco e de desejos como as ondas mudam com o vento. Sem sentir, sem perceber, e até mesmo, sem querermos...

O movimento vai persistir até quando quisermos nos aquietar. Os pontos de referência vão sendo substituídos e aquilo que avistamos já passaram há tempos e nem lembramos mais.

A busca pelo horizonte continua... Algo incansável e contínuo que nos movimenta não importante a direção ou o sentido, pois o que importante é a mutação dos referênciais.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

Vivendo e [Des]aprendendo...



Chega ser inacreditável a dimensão da ignorância de alguns seres humanos. Bem sei que isso não é nenhuma novidade, mas quando esse tipo de comportamento parte de pessoas que são pagas para instruir outras, é que a coisa toma proporções muito piores. Não podemos cobrar dos indivíduos uma visão crítica sobre todos os pontos discutíveis da sociedade, isso me leva a crer, que pessoas instruídas por esse tipo de gente acabam absorvendo seu ponto de vista e os tomando como certo.

Tendo como preceito que a opinião de um educador é irrelevante para um aluno, é justamente  por esta razão que existe todo um material destinado a orientar a didática, logo para não fugir do intuito que é educar ou passar determinado conhecimento.
Expor um modo de pensar é diferente de colocar em pauta assunto de discussão. Onde a troca de ideias se faz necessária para o desenvolvimento de determinado ponto em questão.

Fico anestesiada em ver como são despreparados certos educadores, (Entenda educador, nesse caso, qualquer um que tenha permissão para passar conhecimento) pessoas as quais contratamos para nos transmitir algum conhecimento específico. Fico ainda mais indignada por que muitos têm plena confiança de que aquele que está ali em nossa frente detém o poder do que é certo ou errado a se fazer.

Não posso impor o que eu penso como certo o universal, é por isso que existe um “papel” promulgado em 1988 que dá as diretrizes na República Federativa do Brasil.

Achar que a corrupção no trânsito é uma forma de fazer com que tudo funcione é uma maneira particular de ver todo o sistema, e não acho certo ou errado. Impugnável é quando isso parte de alguém que forma novos condutores de veículos automotores, apologia à corrupção é o jeito mais fácil de alimentar a máquina geradora de corruptos, mostrá-la como uma coisa natural, algo que independe de nossas ações para acontecer é o que nos levará realmente a um mundo sem solução. Uma sociedade é construída ao longo dos anos e é modificada na mesma proporção. Não dá pra resolver tudo de um dia pra noite, de acordo com o cristianismo, nem Deus criou o mundo em único dia, mas como dizer que nossas ações individuais não modificam o todo, se o todo somos nós?


E o que pensar quando alguém “treinado” a repassar noções de primeiros socorros no trânsito dispara o impropério que prestar socorro a uma mulher chega a ser irrealizável, pois somos “complicadas”, e com base em uma historinha sem nenhum respaldo verídico, insinuar que mulheres podem, após a prestação de socorro, acusar o socorrista de assédio. Equivoca-se quem acha que isso é uma forma de machismo, para os adeptos dessa filosofia, machismo é quem prega a superioridade masculina, isso foi um puro e simples caso de ignorância ridícula por parte de alguém alienado e sem o mínimo de noção da abrangência daquilo que estava falando. Foi nesse momento que tive a plena certeza que nada é tão ruim que não possa piorar, e o quanto as pessoas nos surpreendem das piores maneiras possíveis.



Mas, se o indivíduo é formado em faculdade federal de antropologia nos sei das quantas... Com os melhores cursos na área de ciência que estão mais para ocultas e letras que parecem apagadas... Ou com amigos influentes que podem facilmente tira-lo de alguma situação, digamos constrangedora. Bem, isso só reafirma aquilo em que sempre acreditei, que diploma algum forma caráter de ninguém... Mas o que eu sei não é mesmo? Sou apenas uma mera estudante!








quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Redes "Sociais"


Às vezes cansa tanta gente idiota que tem por aí. Gente superficial que vive da imagem que eles mesmos inventaram.

Não que tenha acontecido nada específico para que eu esteja tendo essa súbita revolta, mas percebi que as redes sociais e essa troca de informação na rede mundial estão agravando cada vez mais essa situação.

Não interessa mais se a festa foi legal, se você até está se divertindo, ou se aquela viagem é o show... O que interessa e postar no face ou instagram, ou qualquer que seja o meio.

Fiquei pensando que isso deve ser a mais nova forma de status social. Não basta só se vangloriar daquilo que tem ou fez com os amigos da rua, a onda agora é compartilhar com milhares de “amigos” que não te dão nem um “oi” ao cruzarem com você ocasionalmente em algum lugar, para que curtam e comentem. Deve ser essa a intenção de se colecionar inúmeros perfis nos contatos, gente que nem se conhece e que polui sua linha do tempo com frases de banda de forró, oras, quanto mais “amigos”, maior será a abrangência, maior o público.

Essas pessoas partem do mesmo preceito usado pelas empresas de propaganda, podemos até chamá-los de indivíduos Marketing, usam uma máscara para agradar a todos e querem passar uma imagem daquilo que não existe, que não é real, a diferença é que as empresas desse ramo lucram com isso,  e essas pessoas apenas criam um mundo paralelo que no fim das contas elas próprias passam a acreditar na farsa que criaram. É tudo tão supérfluo.

As redes sociais não são extensão daquilo que somos, para a grande maioria, é a extensão daquilo que querem ser.

 O pior é saber que é só o começo, você vai se tornando um indivíduo marketing sem nem perceber.  Por fim, ainda prefiro conhecer gente, assim, olho no olho, numa conversa num banco de praça qualquer onde podemos mesmo tentar conhecer um pouco daquilo em que acredita e daquilo que foi vivido. Não dá pra conhecer ninguém apenas lendo os posts do Chapolin na poltrona ou de imagens do Google ao fundo de frases feitas.

Assustei-me ao tentar quantificar o tempo de vida perdido com isso. Tudo que fazemos ou tudo que queremos, não precisa ser divulgado para o mundo inteiro. Sinto falta de antigamente, quando para conhecermos uma pessoa e compartilhar com ela um pouco de nossa vida, precisávamos de um negocinho chamado CONVIVÊNCIA!

Por fim, fico feliz por aqueles que ainda não absorveram esse mal do século que é essa exposição desacerbada de tudo e de todos. Onde as pessoas moldam sua imagem para cair no gosto popular e mostrar pra uma ruma de gente que não conhece aquilo que não é!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

E lá vamos nós... Ano Novo!








E lá vamos nós, para mais um ano que chega ao seu feliz final! :D Pois é, o ano é umas das poucas coisas nessa vida que trás tanta felicidade quando termina, e não é só por nosso saudoso décimo terceiro e nem muito menos por causa dos feriados e seus “imprensados” .

Se o ano foi bom, que bom então! Guardaremos as coisas boas. Se o ano não foi lá essa coca-cola toda, que bom então que acabou! O próximo será melhor. Sempre será melhor. As coisas boas sempre acontecem no ano que se inicia. Seremos pessoas melhores, mudaremos hábitos que impediram nosso crescimento pessoal e profissional no ano que passou. As esperanças e sonhos são renovados. Não é apenas a passagem de mais um dia, é a renovação do próprio conceito da existência terrena.

Enfim, parabéns àquele que fatiou a vida em anos! Trouxe perspectivas para toda uma humanidade. \o/

Portanto, vamos tentar por em prática todos esses nossos desejos de ano novo! Tudo depende única e exclusivamente de nós mesmos. E se o primeiro de Janeiro tem essa função de fazer com que possamos parar e refletir sobre aquilo que fizemos e principalmente, sobre o que iremos fazer, então, que façamos algo em prol de nossos objetivos e mãos à obra, porque só o que cai do céu é chuva e aqui em nós, nem isso anda caindo nos últimos tempos.


"Cortar o tempo

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond