quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Temperamento impulsivo

     
 “Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.

       Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”


Clarice Lispector
 
PS: Dispensa comentários...

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Conflitos no Oriente Médio



Desde que me entendo por gente, e isso já faz um tempinho, assisto, leio ou ouço falar desses conflitos que assolam países do oriente médio. Na real, nunca entendi muito bem o porquê de tudo isso e o onde. Tanta informação parcelada na mídia, que parecia ser tudo envolto apenas entre o Iraque e Osama. 

Em razão disso, decidi compartilhar informações desses conflitos nos países mais afetados.
Depois da II Guerra Mundial, a ONU adotou a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que colocava em pauta o “respeito universal e observância dos direitos humanos e liberdades fundamentais para todos, sem distinção de raça, sexo, língua ou religião”. O ideal foi reforçado em 1999, ano em que líderes budistas, protestantes, católicos, cristãos ortodoxos, judeus, muçulmanos e de várias outras religiões se reuniram para assinar o Apelo Espiritual de Genebra. O documento pedia aos líderes políticos e religiosos algo simples: a garantia de que a religião não fosse mais usada para justificar a violência.

Passados muitos anos e outras muitas tentativas de garantir a liberdade religiosa, grande parte dos conflitos que hoje acontecem no mundo ainda envolve crenças e doutrinas, que se misturam a uma complexa rede de fatores políticos, econômicos, raciais e étnicos.

1. Afeganistão

Grupos em conflito: fundamentalistas radicais muçulmanos e não-muçulmanos

O Afeganistão é um campo de batalhas desde a época em que Alexandre, o Grande, passava por lá, em meados de 300 a.C. Atualmente, dois grupos disputam o poder no país, em um conflito que se desenrola há anos. De um lado está o Talibã, movimento fundamentalista islâmico que governou o país entre 1996 e 2001. Do outro lado está a Aliança do Norte, organização político-militar que une diversos grupos demográficos afegãos que buscam combater o Regime Talibã.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, a Aliança do Norte passou a receber o apoio dos Estados Unidos, que invadiram o Afeganistão em busca do líder do Al-Qaeda, Osama Bin Laden, estabelecendo uma nova república no país. Em 2011, americanos e aliados comemoraram a captura e morte do líder do grupo fundamentalista islâmico responsável pelo ataque às Torres Gêmeas, mas isso não acalmou os conflitos internos no país, que continua sendo palco de constantes ataques talibãs.

2. Nigéria


Gupos em conflito: cristãos e muçulmanos

Não é apenas o rio Níger que divide o país africano: a população nigeriana, de aproximadamente 148 milhões de habitantes, está distribuída em mais de 250 grupos étnicos, que ocuparam diferentes porções do país ao longo dos anos, motivando constantes disputas territoriais. Divididos espacialmente e ideologicamente estão também os muçulmanos, que vivem no norte da Nigéria, e cristãos, que habitam as porções centro e sul. Desde 2002, conflitos religiosos têm se acirrado no país, motivados principalmente pela adoção da sharia, lei islâmica, como principal fonte de legislação nos estados do norte. A violência no país já matou mais de 10 mil pessoas e deixou milhares de refugiados.

3. Iraque


Grupos em conflito: xiitas e sunitas

Diferentes milícias, combatentes e motivações se misturam no conflito que tem lugar em território iraquiano. Durante os anos de 2006 e 2008, a Guerra do Iraque incluía conflitos armados contra a presença do exército dos Estados Unidos e também violências voltadas aos grupos étnicos do país. Mas a retirada das tropas norte-americanas, em dezembro de 2011, não cessou a tensão interna. Desde então, grupos militantes têm liderado uma série de ataques à maioria xiita do país. O governo iraquiano estima que, entre 2004 e 2011, cerca de 70 mil pessoas tenham sido mortas.

4. Israel

 
Grupos em conflito: judeus e mulçumanos

Em 1947, a ONU aprovou a divisão da Palestina em um Estado judeu e outro árabe. Um ano depois, Israel foi proclamado país. A oposição entre as nações árabes estourou uma guerra, que, com o crescimento do território de Israel, deixou os palestinos sem Estado. Como tentativa de dar fim à tensão, foi assinado em 1993 o Acordo de Oslo, que deu início às negociações para criação de um futuro Estado Palestino. Tudo ia bem até chegar a hora de negociar sobre a situação da Cisjordânia e da parte oriental de Jerusalém – das quais nem os palestinos nem os israelenses abrem mão.

Na Palestina, as eleições parlamentares de 2006 colocaram no poder o grupo fundamentalista islâmico Hamas. O grupo é considerado uma organização terrorista pelas nações ocidentais e fracassou em formar um governo ao lado do Fatah – partido que prega a reconciliação entre palestinos e israelenses. O Hamas assumiu o poder da Faixa de Gaza. E o Fatah chegou ao da Cisjordânia, em conflitos que se prolongaram até fevereiro de 2012, quando os dois grupos fecharam um acordo para a formação de um governo. Mas segundo o site da Al Jazeera, rede de notícias do Oriente Médio, a rixa continua. Eleições parlamentares e presidenciais serão conduzidas nos dois territórios e a tensão internacional permanece pela possibilidade do Hamas voltar a vencer no processo eleitoral.

5. Sudão


Grupos em conflito: muçulmanos e não-muçulmanos

A guerra civil no Sudão já se prolonga há mais de 46 anos. Estima-se que os conflitos, que misturam motivações étnicas, raciais e religiosas, já tenham deixado mais de 1 milhão de sudaneses refugiados. Em maio de 2006 o governo e o principal grupo rebelde, o Movimento de Libertação do Sudão, assinaram o Acordo de Paz de Darfur, que previa o desarmamento das milícias árabes, chamadas janjawid, e visava dar fim à guerra. No mesmo ano, no entanto, um novo grupo deu continuidade àquela que foi chamada de “a pior crise humanitária do século” e considerada genocídio pelo então secretário de estado norte-americano Colin Powell, em 2004 
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6. Tailândia

 Grupos em conflito: budistas e mulçumanos

Um movimento separatista provoca constantes e violentos ataques no sul da Tailândia e criou uma atmosfera de suspeita e tensão entre muçulmanos e budistas. Apesar dos conflitos atingirem os dois grupos, eles representam parcelas bastante desiguais do país: segundo dados do governo tailandês, quase 90% da população do país é budista e cerca de 10% muçulmana.

7. Tibete


Grupos em conflito: Partido Comunista da China e budistas

A regulação governamental aos monastérios budistas teve início quando o Partido Comunista da China marchou rumo ao Tibete, assumindo o controle do território e anexando-o como província, em 1950. Mais de meio século se passou desde a violenta invasão, que matou milhares de tibetanos e causou a destruição de quase seis mil templos, mas a perseguição religiosa permanece. Um protesto pacífico iniciado por monges em 2008 deu início a uma série de protestos no território considerado região autônoma da República Popular da China.

Esses conflitos envolvem a vida de milhares de pessoas inocentes que estão no meio do fogo cruzado por interesses econômicos, onde usa a bandeira religiosa como escudo para essas atrocidades. Os que lutam nessas guerras, que morrem, que matam, acreditam que estão lutando em tipo de guerra santa, que estão defendendo suas crenças. Mas quem dá as ordens, e que estão longe dos campos de batalha, tem interesses muito longínquos. Enquanto houver intolerância e manipulação das pessoas em alguma doutrina cega e sem fundamentos humanísticos, sempre haverá esse tipo de conflito onde os beneficiários são sempre uma pequena parcela da população, enquanto tem toda uma sociedade morrendo, sem comida, sem moradia, sem dignidade.

Trecho da música de Legião Urbana: A canção do  Senhor da Guerra. Descreve bem tudo isso!

“ Mais uma guerra sem razão
Já são tantas as crianças
Com armas na mão
Mas explicam novamente
Que a guerra gera empregos
Aumenta a produção...



Uma guerra sempre avança
A tecnologia
Mesmo sendo guerra santa
Quente, morna ou fria
Prá que exportar comida?
Se as armas dão mais lucros
Na exportação... “


terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cotas



Assunto que causa bastante polêmica entre os brasileiros; uns contras e outros tantos a favor. Eu? Bem, sou a favor, mas com ressalvas. Aqui no estado do RN todas as universidade e institutos federais aderiram ao sistema de cota que só ontem o governo federal publicou no "Diário Oficial da União", um decreto que regulamenta a lei que garante a reserva de 50% das vagas nas universidades federais, em um prazo progressivo de até quatro anos, para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas. O critério de seleção será feito de acordo com o resultado dos estudantes no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). O decreto é assinado pela presidente Dilma Rousseff.

Nada mais justo que tentar “igualar” a situação dos estudantes de um país com um índice de desigualdade imenso comparado com as riquezas que possui. Onde tal riqueza concentra-se nas mãos de uma pequena parcela da população. 

Vamos por partes. Quem estuda em escola pública sabendo da precariedade do ensino? A resposta é bem óbvia não é mesmo! Quem não tem dinheiro para pagar uma escola particular conceituada. Logo, a única chance de cursar um ensino superior seria na rede pública de ensino, já que esta por sua vez oferece um dos melhores ensinos do país. Mas o que vemos realmente são pessoas que passaram toda a vida acadêmica estudando em escolas particulares e na hora de seguir para o nível superior ingressam na rede federal de ensino. Que chances o estudante de escola pública tem? Claro que há suas exceções, mas estou me referindo à maioria dos casos. Nada mais justo do que igualar a concorrência, o ensino público é para todos, por isso, mesmo aqueles um pouco mais abastados podem usufruir dele. Mas excluir uma determinada classe em função disso não é o objetivo de uma sociedade, por isso que existem as leis, para tentar equiparar esses casos.

Metade das vagas oferecidas será de ampla concorrência. Já a outra metade será reservada por critério de cor, rede de ensino e renda familiar (até um salário-mínimo e meio por pessoa da família). 

O ponto que sou contra é distinguir entre raças. Quem não tem uma vida financeira estável vai estudar em escola pública mesmo e ponto. O que cor tem a ver com isso? O que etnia tem a ver com isso? Isso sim é exclusão, é criar os preconceitos que tanto querem combater. 

Em relação às cotas raciais, a regulamentação prevê que a proporção de vagas deverá ser no mínimo igual à soma da porcentagem de pretos, pardos e indígenas na população da unidade da federação do local de oferta de vagas da instituição, segundo o último Censo Demográfico divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que será reservada, por curso e turno, aos autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

Então, fazer com que pessoas que cursaram o mesmo nível de escolaridade concorram entre si é uma forma de dar a oportunidade para que todas possam dar continuidade aos estudos, já que é assim que o país pode ir rumo ao desenvolvimento. Deve ser essa a intenção do governo com o sistema de cotas, terem mão de obra qualificada para que toda uma economia seja favorecida ao longo do tempo. Mesmo sabendo que isso seja apenas um “tapa buraco” para a falta de estrutura e de políticas públicas voltadas para o ensino de base de nossas escolas públicas. O que revolta, é que pagamos a maior carga tributaria do mundo. E para onde esse dinheiro todo vai? Ensino de qualidade, saúde, desporto e tantos outros direitos assegurados na constituição é que não é!







quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Veia Poética


No balanço de uma rede a gente sente o coração balançar. O balanço faz no vento movimento, e o frescor deixa o corpo viajar.

Acaba por ludibriar os pensamentos e a alma deixa o escopo e vai simbora passear.

É nessas horas que o racional evapora, os sentimentos afloram e as lágrimas vêm ao rosto encharcar.

Não é de tristeza não senhor! Bem até que eu tô. Mas chega uma hora que o peito fica apertado, e o que não cabe mais no baú do coração, usa as portas da alma para externar aquilo que não há mais como guardar com emoção.

Sei que essas rimas todas não são tradução fiel dos sentimentos guardados no peito. E mesmo assim, procurando sujeito e predicado, um arrudêio desgramado, só pra aliviar do seio, um tantinho assim da saudade, daquilo que já foi e dos outros que ainda nem veio.

Não preciso aqui de concordância entre verbo ou substantivo, nem ao menos seguir a tal da regra gramatical. Mesmo com opiniões contrárias, mas querendo enriquecer a prosa com expressões nossas, posso usar uma tal de licença literária.

Aproveitando o embalo, pra nós que é daqui desse lado de cá, segue a forma correta de como se deitar, naquela que os índios usavam e que até hoje a gente usa até pra rimar.

Modo correto para dormir de rede.




PS: Procurei a forma correta de DUAS pessoas dormirem de rede, mas não encontrei. Isso a gente vai treinando até encontrar o encaixe perfeito.
PS2: Pelas caridades, não confunda "Veia" com "Véia". Rsrsrsr...  






sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Entre Pesos e Medidas



Ando um tanto sem tempo para postar alguma coisa. Não é que esteja assim tão atarefada, ou que tenha ocorrido alguma mudança na minha rotina. Pelo contrário, acho que até estou com bastante tempo livre, a diferença é que estou tentando aproveita-lo da melhor maneira possível.

É tudo tão rápido e ao mesmo tempo, há coisas que demoram a acontecer. Tanto planos, sonhos... Tudo tão projetado para o futuro, para o amanhã, que por muitas vezes esquecemos-nos de dar a devida atenção ao hoje, ao agora!  Sabemos disso, é claro. Não estou aqui  narrando nenhuma novidade, mas, será que fazemos esse tipo de reflexão com a frequência necessária para que isso seja parte nós? Do nosso dia? Não sei vocês, mas quando começo a reclamar muito que não chego ao topo da montanha, lembro que o importante mesmo é a escalada.

Bem, tudo ao seu tempo. Já pensou se conseguíssemos tudo tão rápido quanto gostaríamos? E depois? O que viria? Vivemos de um modo que sempre queremos algo mais, aquilo que ainda não temos...É sempre assim! Após um ótimo almoço e uma conversa distraída sobre a taxa de suicídios nos países desenvolvidos, parei para pensar nisso.  
Tudo bem que isso não é uma forma de transferir a culpa de nossas frustrações pessoais e financeiras, um meio de dizer que “Há, prefiro passar anos trabalhando duro para alcançar a sucesso porque é mais interessante do que conseguir assim do dia pra noite. Damos mais valor assim.” Pode até ter sua parcela de razão, mas que eu, particularmente, ia adorar essa coisa de “da noite para o dia”, ia mesmo! :D

Enquanto isso, na sala da justiça, estamos postados sob a mesa de planejamento revendo o plano e ajustando às intempéries do ambiente externo.

Essa coisa de tempo é muito relativo. Nossa noção de passagem de tempo depende única e exclusividade da movimentação que ocorre ao nosso redor. Um mês parece um ano quando a saudade aperta nosso coraçãozinho apaixonado, mas um final de semana na praia em boa companhia ao se balançar numa rede parece que passam em apenas um piscar de olhos.

Então, continuamos seguindo o combinado. Cedo ou tarde as coisas acabam acontecendo.  Se não lutarmos para ter o futuro que queremos, vamos ter que aceitar o futuro que vier. 


domingo, 26 de agosto de 2012

Amadurecer...






Segundo o dicionário, quer dizer: Fazer chegar a estado de amadurecimento, aprimoramento; aperfeiçoar, aprimorar. Fazer chegar a um estado de evolução comparável à madureza dos frutos.

É óbvio que isso demandaria tempo... Experiência... E tanto outros aspectos que devemos superar para enfim, dizer que se está maduro. Está pronto. Mas, pronto para quê mesmo? Para enfrentar as dificuldades da vida? E isso já não havia sido feito no caminho que levou até o tal amadurecimento? Teríamos que viver séculos para cometer todos os erros, aprender com cada decepção.

Então posso concluir que nunca haverá alguém inteiramente evoluído, em um estado de perfeito equilíbrio psíquico que transborde ao seu comportamento na vida cotidiano. Deve ser isso que os monges Tibetanos buscam com suas meditações no alto de montanhas isoladas do mundo em seus pequenos universos. Mas esperem um pouco, se a linha de pensamento não me falha agora, isso iria de encontro com o conceito de que esse estado de evolução só seria possível se, carregássemos uma bagagem repleta de dificuldades superadas! O impasse sobre a única forma de amadurecer é relativo ao que vivemos e as situações que passamos são uma peça fundamental para esse tal amadurecimento, como esses monges alcançariam tal feito isolado de tudo aquilo que iria, em tese, propiciar a evolução que é amadurecer? 

Percepção. Não precisamos vivenciar as coisas para só assim aprender com elas. Temos que treinar nossos sentidos para tirar as lições necessárias à nossa vida, dos outros também.

Acredito que os fatores externos são sim fundamentais para um crescimento pessoal, como ser humano. Mas não quer dizer que temos que viver tudo para isso, não temos esse tempo todo assim disponível. Tempo de vida não significa maturidade, não significa sabedoria. Há pessoas que viveram longos anos e não tiveram nem um terço da experiência daquele que com pouco tempo por essas terras viveu. Tudo bem que ninguém nasce sabendo das coisas, mas digo que essa coisa de crescimento espiritual é muito relativo. O modo como encaramos as coisas da vida. Os problemas, as soluções... As alegrias, a dor... isso sim separa as criancinhas dos adultos. Idade não tem nada a ver com isso. Conheço uns quarentões infantis, e uns de vinte e poucos muito bem resolvidos. Não quer dizer que nesse pacote esteja as respostas para todos os questionamentos do universo.

No fim, é encontrar o nosso jeito particular de ser feliz, de estar bem... Mesmo quando o ambiente não estiver propício a isso. Não se chega à maturidade quando se sabe o quer da vida, quando se alcança os objetivos traçados... Isso vem no decorrer do caminho até chegar lá. E que esse lá, não seja aquilo que eu quero... Que seja àquilo que realmente será bom para mim.

"Há três métodos para ganhar sabedoria:
Primeiro, por reflexão, que é o mais nobre;
Segundo, por imitação, que é o mais fácil;
E terceiro, por experiências, que é o mais amargo."

Confúcio.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Telefonia Móvel...



 A medida provisória  para a reestruturação das companhias telefônicas deve ser votada no Senado a partir do  dia 7 de agosto. Desde o dia 23 de julho, está em vigor a proibição da venda de linhas de telefonia celular e internet em 19 unidades federativas para a operadora TIM, em cinco para a Oi e em três para a Claro, conforme determinação da Anatel.

Segundo o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, um dos fatores que resultaram na punição das empresas foi a pane em alguns call centers. "Com isso, as reclamações foram dirigidas [diretamente] à Anatel", disse. "O volume de ocorrências, que inclui chamadas não contempladas ou que caem, ou mesmo dificuldades para a obtenção de sinais, aumentou de tal maneira que a Anatel teve de mostrar de que lado estava. Se estava do lado das empresas ou do consumidor."


 
Um tremendo absurdo e total falta de respeito com o consumidor. Então quer dizer que se não houvesse ocorrido pane no sistema de call centers as empresas de telefonia continuariam impunes e fornecendo um serviço precário que não comportou a evolução de usuários de telefonia. Logo no país que mais produz receita, já que temos mais celulares do que gente hoje em dia.

Esse é o nosso problema mesmo, não buscamos aquilo ao qual temos direito. O famoso “jeitinho brasileiro” que acaba trazendo malefícios do que benefícios. Para quê perder tempo reclamando... Procurando os meios legais para que nossos direitos sejam preservados? Com isso, deixamos assim, esperando que alguém faça algo. A questão é que os “alguéns” também estão esperando por outrem.


"Estamos tirando impostos para a construção de redes de telecomunicações. Isso já tramitou dentro do governo, ainda que não com a velocidade que poderia, até por termos de olhar a situação fiscal e [os ministérios da] Fazenda e Planejamento terem de olhar a questão orçamentária, para saber quanto custará e como ficará a retirada do imposto", justificou o ministro. 

É o tipo de coisa que eu não consigo compreender. Como assim retirar impostos das empresas que ganham milhões do nosso dinheiro? Já não basta sermos a 2° telefonia mais cara do mundo??? Devem tirar impostos dos bolsos dos cidadãos que gastam 1/3 daquilo que compram para que governantes fiquem viajando de jatinho pra Miami. E o pior, essas empresas além de ter um amplo contingente de consumidores para seus produtos, ainda encontram mão de obra barata. E o ministro ainda vem falar em padrão europeu? Só se for durante a crise. Que ainda assim, é melhor do que aqui!


São inúmeros problemas com suas respectivas soluções, a mais difícil é mudar o pensamento da massa. Ou melhor, fazer com que pensem ao menos. Esse tipo de coisa não acontece só com a telefonia, poderíamos fazer uma analogia com a política, educação e dentre tantos fatores fundamentais para o crescimento de uma população e em consequência, de um país.

Na cidade onde moro passou quase um ano com um sinal fuleragem... Tínhamos que ficar em algum lugar alto para poder manter uma conversa de no máximo 20 minutos. A logomarca da TIM deveria ser: “ TIM, você sem fronteiras... e sem sinal!”  Hoje melhorou bastante, após meses de reclamações. Um dia ou outro, acho que pra relembrar os velhos tempos o sinal surta, aí tenho que ficar feito Gabriela em cima do telhado. Tá, bem menos assanhada e mais limpinha claro.